06/11/2011

Não, não é «Manga Anime» é o século XII...

A caça
O tocador de rebeca

A exibicionista (sheela  na gig)
O carneiro
O diabo


O gato

O golfinho


O porco



O veado

O contorcionista

O rei

Os lutadores

Amanha do peixe

O urso amestrado 
O urso

A ave devoradora de homens


A inocência

A máscara

A roseta

Cavalo com freio 

O homem redimido 
Igreja Kilpeck, aproximadamente ano 1140
E muito mais aqui

03/11/2011

manuscritos e dactiloescritos...


Jorge de Sena
Al Berto
Irene Lisboa
Irene Lisboa
Natália Correia
Natália Correia
Luiza Neto Jorge
Gaspar Simões
Adolfo Casais Monteiro
Ary dos Santos
António Ramos Rosa
Herberto Helder
Mário Cesariny
Eugénio de Andrade
Egito Gonçalves
Augusto de Campos, Dácio Pignatari, Haroldo de Campos
NOTA: todas as imagens foram encontradas na net

... Brrr!

Sobre o viver...



raposas a sul: PALINOPSIA

raposas a sul: PALINOPSIA

raposas a sul: 50 KGS DE RAZÃO

raposas a sul: 50 KGS DE RAZÃO

Letras

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30/10/2011

Duas de língua...




"Um corpo é para endoidecer
não se habita em paz
nem pertence a
é sozinho
sala vazia de hospício
caiada de branco
funcional
asséptica
feita à medida de um doente
mental"

Rui Caeiro in «Baba de Caracol», 2ªed, Língua Morta, p.22, Lisboa, 2010.

Mais informações por aqui


"Aos poetas não invejar coisíssima nenhuma: a poesia que
fazem, a inspiração que podem ou o mau vinho que bebem. Nem
as vidas que tiveram, por muito adjectivadas ou descoloridas que
fossem. Nada. Pois tudo é para esquecer: os versos, a inspiração,
os alcoóis e, já agora, as vidas também. E a somar a isso as dores
que sentiram, depreende-se que muitas e também os alívios,
desde os mais nobres até aos mais soezes, ou vice-versa."

Rui Caeiro in «Baba de Caracol», 2ªed, Língua Morta,, p.35, Lisboa, 2010.

Mais info aqui

"14
Carta para A.

viste que os dias não passavam
disto, e viste bem. desse lado
do céu, tens o melhor miradouro
sobre a madrugada. se encontrares
o pintainho que sepultámos,
em segredo e lágrimas, no
quintal das tias, pede-lhe o
arco da sua asa nas noites de lua nova.
remete-me, quando puderes,
pacotes de chuva miúda, gosto
de a ver decalcar a terra, fundir-se
com as sementes de milho
no canto da achadinha.

entretanto, vou montando o
telescópio, com as instruções
que me deste. põe-te à vista
e combinamos um gelado a
meio caminho,
à hora da infância."

Renata Correia Botelho, in «Avulsos, por causa», Língua Morta, p.20, Lisboa, 2010.

29/10/2011

26/10/2011

Chegado por vias (ín)vias...

A Pobreza

(Hino Racional)

Viveis do ar, pobre povo,
Ração ausente, é imoral,
Jejuai hoje de novo
Pelo penhor da Petrogal!
Entre as bufas da escória,
Ó Pária, sente-se a voz
Do teu eleito atroz,
Que há-de guiar-te à penúria!

Às algas, às algas!
Sabe a terra, sabe a mar,
Às algas, às algas!
Pela Pátria enlutar
Contar tostões, e mendigar!

Letra: Antino Bolina

24/10/2011

Só me ocorre um motivo para Broch não ser um ismo!

Efeméride nos 60 anos da Morte de Hermann Broch.
Hermann Broch (1886-1951) 


“Lucius interrompeu de novo: «Falar de honestidade na arte é sempre um tanto equívoco. Pode dizer-se de um artista que é honesto se se mantém fiel às regras tradicionais e eternas da arte, mas por outro lado também se pode dizer que é precisamente por isso que é desonesto, porque esconde o seu próprio eu atrás da tradição. Somos desonestos por fazermos o nosso mundo homérico? Serão os jovens desonestos por emularem Virgílio? Ou serão eles mais honestos ao cometerem faltas de gosto?»”
Hermann Broch, A Morte de Virgílio, Vol. 2, p.30, ed. Relógio D’Água, Lx, 1988.



“Eneias seguiu a morte até às sombras dos infernos e regressou de mãos vazias, ele próprio mera alegoria, sem salvação, sem verdade, sem a verdade do real, de tal modo que a sua ousadia pouco menos vã foi do que a do malogrado Orfeu, embora não tivesse, como aquele, descido aos infernos em busca da sua amada, mas sim por causa do seu antepassado primevo, fundador da lei; não, as forças não lhe tinham chegado para uma descida ainda mais profunda, e agora tinha, juntamente com o poema, de alcançar o nada, para que surgisse a realidade da morte, despedaçando a vã alegoria: «Não fiz mais do que circunscrever a morte com alegorias, Augusto; mas a morte é mais astuta do que os símbolos da poesia, e escapou-lhes… A alegoria não é conhecimento, não, a alegoria segue o conhecimento, mas antecede-o muitas vezes, qual pressentimento ilícito e imperfeito que apenas é utilizado pelas palavras, e então, em vez de penetrar no conhecimento, fica diante dele, encobrindo-o como um biombo escuro…»”
Hermann Broch, A Morte de Virgílio, Vol. 2, p.108, ed. Relógio D’Água, Lx, 1988.