29/05/2012

Dale Guild Type Foundry (Fundição)



































Dan, Theo e Micah

Salão Olímpico...




      No ano de 2003, eu e mais 4  artistas 'plásticos' [1] iniciámos a programação de um espaço de exposição de arte contemporânea que funcionou durante 3 anos num salão de bilhar de um café que conheceu o seu tempo áureo (no que diz respeito ao negócio em jogo) no final da década de 70 e na primeira metade da década de 80. Este salão de jogos do Porto (O Salão Olímpico) situa-se na rua onde há uma grande concentração de galerias (A Rua Miguel Bombarda). Em 2006 reuniu-se numa publicação, toda a actividade do Salão Olímpico, a edição é da Fundação Serralves juntamente com o Centro Cultural Vila Flor. A coordenação da publicação foi  feita pelo artista José Maia.


Rui Azevedo Ribeiro





Entrevista de Isabel Ribeiro e José Maia














[1] Eduardo Matos, Carla Filipe, Renato Ferrão e Isabel Ribeiro

25/05/2012

Poema & lembrete...



SEM QUE EU PEDISSE, FIZESTE-ME A GRAÇA 

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
 em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia.
O pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.

Hoje não estás nem sei onde estarás,
Na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
Mas tua boca está presente, adorando.

Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus.

Carlos Drummond de Andrade in 'O Amor Natural'



nota: o poema do Drummond não está incluído na revista piolho.

10/05/2012

Oficinas II




Toma lá...




BOM E EXPRESSIVO

Acaba mal o teu verso,
mas fá-lo com um desígnio:
é um mal que não é mal
é lutar contra o bonito.

Vai-me a essas rimas que
tão bem desfecham e que
são o pão de ló dos tolos
e torce-lhes o pescoço,

tal como o outro pedia
se fizesse à eloquência,
e se houver um vossa excelência
que grite: – Não é poesia!,

diz-lhe que não, que não é,
que é topada, lixa três,
serração, vidro moído,
papel que se rasga ou pe-

dra que rola na pedra…
Mas também da rima «em cheio»
poderás tirar partido,
que a regra é não haver regra,

a não ser a de cada um,
com sua rima, seu ritmo,
não fazer bom e bonito,
mas fazer bom e expressivo…

Alexandre O’Neill in ‘Poemas com Endereço’, 1962.

Oficinas I















09/05/2012

a IX é XXX...


PIOLHO Revista de Poesia
«se banires a prostituição da sociedade, reduzes essa sociedade ao caos, por causa da luxúria insatisfeita» Santo Agostinho


COLABORAM NESTE NÚMERO:
Julião Sarmento (ilustrações), Sílvia C. Silva, Rui Zink, Ricardo Álvaro, Miguel Martins, António Pedro Ribeiro, Alexandra Antunes, Teixeira Moita, Raul Simões Pinto, Jorge Humberto Pereira, Miguel Sá Marques, António S. Oliveira, Fernando Esteves Pinto, Mário Augusto, José Emílio-Nelson, Rui Tinoco, Rui Azevedo Ribeiro, A. Dasilva O., Álvaro de Sousa Holstein, Frederico Taparelli e Fiona Pitt-Kethey


o nono Abril 2012
Coordenado por Sílvia C. Silva, Ricardo Álvaro, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico),Fernando Guerreiro e A. Dasilva O.

Tiragem: 300 ex.
Edições Mortas www.edicoes-mortas.com
www.edicoes-mortas.blogspot.com
Black Sun editores