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12/01/2014

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"A hora da ladainha tinha assim sido introduzida. Na pátria imensa de Ulíssipe, ouviu-se então o coro de respostas às entoações do sacerdote:

«barcas imensas de diónisos…!       (Nisch… Nisch…)
«perda absoluta…!                         (Batail… Batail…)
«festivas trocas simbólicas…!         (Baudrill… Baudrill…)
«máquinas desejantes…!                (Gilsdeus… Gilsdeus…)
«vida a mudar…!                           (Rimb… Rimb…)
«mundo a transformar…!               (Mark… Mark…)
«obras a abrirem-se…!                 (Húmbecco… Húmbecco…)
«orelhas comunicantes
  bocas comunicantes…!                (eusmeu… eusmeu…)."



Adélio Melo, ”Para Além de Sade – Uma erótica política poética logética”, p.45, Edições Árvore, 1977, Porto.