27/07/2017
25/07/2017
ENTRE BERNARDIM E SÁ CARNEIRO...
Vilancete Entre mim mesmo e mim não sei que se alevantou, que tão meu imigo sou. Uns tempos, com grande engano, vivi eu mesmo comigo, agora no mor perigo se me descobre o mor dano. Caro custa um desengano e pois me este não matou quão caro que me custou. De mim me sou feito alheio, entre o cuidado e cuidado está um mal derramado que por mal grande me veio. Nova dor, novo receio foi este que me tomou: assim me tem, assim estou.
BERNARDIM RIBEIRO
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Eu não sou, eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte de tédio Que vai de mim para o Outro. MÁRIO SÁ-CARNEIRO |
CORRUPTELAS DE O’NEILL E DE VITOR SILVA TAVARES
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Sá de Miranda Carneiro
comigo me desavim eu não sou eu nem sou o outro sou posto em todo perigo sou qualquer coisa de intermédio não posso viver comigo pilar da ponte de tédio não posso viver sem mim que vai de mim para o Outro
ALEXANDRE O´NEILL
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Eu não sou, eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio: Pilar da ponte do Tejo
VITOR SILVA TAVARES
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23/07/2017
22/07/2017
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“De
acordo com Schmitt, é um sinal de cisão interior (…) ter-se mais
do que um único verdadeiro inimigo”. A firmeza de carácter não
permite uma “dualidade de inimigos”. É necessário enfrentar
“combatendo” o inimigo único “para se ganhar a medida de si
próprio, o limite de si próprio, a figura de si próprio”. Deste
modo, o inimigo é “a nossa pergunta própria enquanto forma”.
Também um único amigo verdadeiro seria prova de firmeza de
carácter. Schmitt diria: quanto menos carácter e menos forma se
tem, quanto mais liso e polido e mais escorregadio se é, mais
friends se tem.
O
Facebook é um mercado
da falta de carácter.”
Byung-Chul
Han, “A Salvação do Belo”,
pág. 62, Relógio D'Água, 2016.
21/07/2017
20/07/2017
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"Etimologicamente, desastre significa sem estrelas (do latim des-astrum)".
Byung-Chul Han, "A Salvação do Belo", pág. 53, Relógio D'Água, Lx, 2016.
"(...) O desastre significa "estar separado das estrelas."
Byung-Chul Han, "A Salvação do Belo", pág. 55, Relógio D'Água, Lx, 2016.
"A actual calocracia, ou império da beleza, que absolutiza o saudável e o polido, elimina justamente o belo. e a mera vida saudável, que hoje assume a forma de uma sobrevivência histérica, converte-se no morto, naquilo que à falta de vida, também não pode morrer. É assim que hoje estamos demasiado mortos para viver e demasiado vivos para morrer(1)."
(1) certamente uma ideia retirada de Foucault no Nascimento da Biopolítica.
Byung-Chul Han, "A Salvação do Belo", pág. 58, Relógio D'Água, Lx, 2016.
18/07/2017
17/07/2017
16/07/2017
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