23/01/2015
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Livro do artista Heinz Peter Knes, para a exposição "on on distance", feita pelo colectivo Sismógrafo na oficina das edições 50kg.
Mais info
21/01/2015
E foi mais ou menos assim...
| Apresentação do 1º Vol. Obra Completa Escrita de João César Monteiro, ed. Letra Livre, no Sismógrafo-Porto (16.01.15). Vitor Silva Tavares e Eduardo Sousa Fotos: Sismógrafo |
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| Vitor Silva Tavares lendo do prefácio de João César Monteiro no "Corpo Submerso" |
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14/01/2015
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Etiquetas:
Corpo Submerso,
João César Monteiro,
Serigrafia de Maria João Macedo,
Sismógrafo,
Vitor Silva Tavares
11/01/2015
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De
novo me sento agora num restaurante ao ar livre no banco comprido dos
comensais de fruto sobre o ar atónito dum empregado coxo e associal.
Devo estar mais branco que a cal da casa onde nasci. Um prato de
sardinhas e todo o vinho que há peço rapidamente. Depressa me
servem e depressa me embebedo. Automaticamente reclamo igual latim e
de novo o calor do vinho me inunda a cabeça como se o meu corpo cego
fermentasse debaixo de lontras. Então disparatadamente é a noite e
logo me levanto ao sinal entorpecido começo a caçar lentamente as
ruelas que conduzem inevitavelmente à Plaza 18 de Julio que agora
sei deserta e impopular. Depressa ultrapasso um bêbado que se quer
deitar acima duma janela uma tímida zaragata e uma cena de ciúmes
com dois dedos cortados num charco de sangue diante duma casa
aparentemente respeitável. Habitualmente é de meu costume parar e
degustar o acontecimento até ele cheirar mal até me vir essa raiva
imunda de saber que as coisas podiam ser mais longe é nessa altura
que parto mas agora o expectorar tais falácias era como se as visse
através duns monásticos gemelos de teatro ou do ponto de vista duma
penélope frugalíssima. Quando chego à entrada da praça a primeira
delicadeza vai para o abandono apoteótico da gravata como se com
este gesto de repentina solidariedade eu entrasse no âmbito duma
sociedade secreta e inefável. Depressa me sinto imunizado contra
todas as procissões religiosas.
Manuel
da Silva Ramos / Alface, “As Noites Brancas do Papa Negro”, pp.
36-37, A Regra do Jogo Edições, Lisboa, 1982.
Quando
esfola a sopa faz um barulho de seara para embalar ao fim da última
colherada no chiar fervente do carro de bois.
É
dado ao melão e às tiras dos ribeiro onde os tomates tardivos têm
o gosto do bago maltês o mesmo que os pulhas chamam coração de
boi.
É
taciturno por causa da perruma.
Deita
um foguete quando come carne.
As
petas que diz são outras tanta silvas onde as amoras se comem.
No
baile desaperta só as humidosas.
Nos
baptizados pula.
Fica
de foragido nos casamentos.
Adoece
nos funerais e quando alguém nasce é ele o primeiro a tomar banho.
Quando
os cantarolas chegam à sua porta já ele deixado para último os
espera com um copo vazio não mão. É que não lhes pode dar outra
coisa.
E
enquanto os teimoços lhe voltam as costa ele entorna a sorrir
glugluglu a garrafa da outra mão. No primeiro degrau cairá um litro
de água. No outro o pingo canónico da conservação ou se preferem
o clarão do vinho misturado.
Manuel
da Silva Ramos / Alface, “As Noites Brancas do Papa Negro”, p.
68, A Regra do Jogo Edições, Lisboa, 1982.
...
«Zombie o, zombie (Zombie o, zombie)
Zombie o, zombie (Zombie o, zombie)
Zombie no go go, unless you tell am to go (Zombie)
Zombie no go stop, unless you tell am to stop (Zombie)
Zombie no go turn, unless you tell am to turn (Zombie)
Zombie no go think, unless you tell am to think (Zombie)
Tell am to go straight
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Tell am to go kill
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Tell am to go quench
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Go and kill! (Joro, jaro, joro)
Go and die! (Joro, jaro, joro)
Go and quench! (Joro, jaro, joro)
Put am for reverse! (Joro, jaro, joro)
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro
Attention! (Zombie)
Quick march!
Slow march! (Zombie)
Left turn!
Right turn! (Zombie)
About turn!
Double up! (Zombie)
Salute!
Open your hat! (Zombie)
Stand at ease!
Fall in! (Zombie)
Fall out!
Fall down! (Zombie)
Get ready!
Halt!
Order!
Dismiss!»
Zombie o, zombie (Zombie o, zombie)
Zombie no go go, unless you tell am to go (Zombie)
Zombie no go stop, unless you tell am to stop (Zombie)
Zombie no go turn, unless you tell am to turn (Zombie)
Zombie no go think, unless you tell am to think (Zombie)
Tell am to go straight
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Tell am to go kill
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Tell am to go quench
A joro, jara, joro
No break, no job, no sense
A joro, jara, joro
Go and kill! (Joro, jaro, joro)
Go and die! (Joro, jaro, joro)
Go and quench! (Joro, jaro, joro)
Put am for reverse! (Joro, jaro, joro)
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro, zombie wey na one way
Joro, jara, joro
Attention! (Zombie)
Quick march!
Slow march! (Zombie)
Left turn!
Right turn! (Zombie)
About turn!
Double up! (Zombie)
Salute!
Open your hat! (Zombie)
Stand at ease!
Fall in! (Zombie)
Fall out!
Fall down! (Zombie)
Get ready!
Halt!
Order!
Dismiss!»
07/01/2015
07.01.15...
06/01/2015
O Camões da Graça...
MANUELA
Quando ela passa
Na rua da Graça,
Com o cãozinho pela
trela,
Eu gosto de ver
Tudo a dizer
É Manuela, é
Manuela, é Manuela.
Tão bela e tão
airosa,
Parece uma rosa
De cor amarela.
Ao vê-la passar
Fico a pensar
É Manuela, é
Manuela, é Manuela.
Vi-a um dia
Na mercearia.
Estava tão singela!
Ao ver tanta beleza,
Tive a certeza
É Manuela, é
Manuela, é Manuela.
Júlio Martins,
“Nostalgia Poética”, pág. 2, ed. Autor, Tipografia Amílcar de
Matos Marques, Lisboa, s/d.
PENEIRAS
Peneiras, peneiras,
Quem as não tem,
Às vezes as
peneiras
Até ficam bem.
Olha as peneiras
Que vão a passar
Na rua aos saltos
Na rua a saltar.
Pois as peneiras
Só vão a sorrir,
Só vejo peneiras
No teu vestir.
No teu vestir
E no teu calçar,
Só vejo peneiras
No teu olhar.
Peneira, peneira,
Peneira ciranda,
Peneira, peneira
O centeio em
Miranda.
Júlio Martins,
“Nostalgia Poética”, pág. 18, ed. Autor, Tipografia Amílcar de
Matos Marques, Lisboa, s/d.
02/01/2015
SOB UM CÉU NÓMADA
as palavras que
espalhas
não consolam
tu não falas para
os homens
que guardam os seus
haveres em currais
amas o deserto
o lume da estrela
filtrado pela lã
tens a pele
endurecida que acalma os ventos
e um afago prenhe
nos lábios
as palavras que
ruminas
não os acordam
só a ti mantêm
elas acordado
Sérgio Pereira, “O
Sol é um Moccasin”, p.15, Agosto Editores, 1996.
“AMIGOS FOI PARA
ISTO QUE VIESTES?”
agora que as pedras
rasgam o muro do
poema
estar vivo é um
escândalo
contradizer quem
engole uma espada de fogo
pode ser fatal
desprezai-me na
minha específica
integridade cruel
desprezai-me vinte e
quatro horas
todos os segundos
não pergunteis se é
merda ou indiferença
o que me escorre da
língua
bebei e nas costas
suai as camisas
o cenário no jardim
de Getsemani
com menos pormenores
era mais
apocalíptico
dizei às fúrias
que acordo com o
sexo dilatado
que nasci com seis
dedos em cada mão
que passo ao lado
das serpentes
contundidas
e por cima das
gabardinas sujas
há-de haver um
lugar
para o vosso medo
há-de haver uma
chuva
que vos assole os
cabelos
moldei-vos como
relâmpagos de morte
na cinza dos
inquisidores
é por isso que a
noite vos visita
um pouco mais cedo
cada dia que passa
Sérgio Pereira,
“Técnica do Escalpe”, p.61, Agosto Editores, 1996.
ENTÃO ELES
PERGUNTARAM: O QUE É ISTO O QUE É ISTO? QUE ESTÁS PARA AÍ A
DIZER?
respondi-lhes com
blocos de silêncio
respondi-lhes à
unha
com descargas
eléctricas com sapos abortados
com vírus
descondicionados
com sapatas em bico
com a poesia de
Breyten Breytenbach
com as tuas
mini-saias selvagens
com ventos do leste
com as tarântulas
dos crivos
respondi-lhes,
respondi-lhes nada lhes disse
e não deixei de os
desidratar
até que moribundos
terminassem
as suas refeições
de venenos práticos
o meu coração não
bate ao ritmo
das obras-primas
Sérgio Pereira,
“Técnica do Escalpe”, p.62, Agosto Editores,1996.
“VENDO-TE A MINHA
RESSACA”
um olhar “vendo-te
a minha ressaca”
ou então a safra
dos horizontes
saio da terra vou a
pé
saúdo os cães
com mão morta
hipnotizo-os
o meu canto provoca
linchamentos
entre as formigas
também depende de
ti esta morada em movimento
que apanha vírgulas
no ar
e as sacode para
dentro de uma luva de metal
toca-me com a noite
na janela dos ossos
e sentirás o rachar
do albião
como um amplexo na
nuca da cascata
sou feito de areia e
chuva desavinda
escavo uma passagem
sem espessura
para o outro lado do
silêncio
Sérgio Pereira,
“Técnica do Escalpe”, p.63, Agosto Editores, 1996.
estou à espera de
um milagre
é simples como
isto:
o massacre vem antes
da revelação
enterre-se agora o
machado
para mais tarde as
aves de arribação
não fazerem desta
colina
um rio cintilante de
ossos
#
é verdade
tenho a devoção senão o amor
de algumas marés pouco recomendáveis
exige-se de mim que quebre a noz
mas que poupe o verme
#
é verdade
tenho a devoção senão o amor
de algumas marés pouco recomendáveis
exige-se de mim que quebre a noz
mas que poupe o verme
Sérgio
Pereira, “Istmos e
Hordas”, p. 57,
Edições TOMAHAWK,
Porto, 1997.
...
I
Entre os homens e as
humanidades,
de mim mesma
alheada, cambaleio
a bordo de conceitos
que não colam
e de esmolas que já
não me alimentam.
À deriva, faço
vénias, faço figas
– longo jogo da
macaca nos passeios,
breve jogo da glória
nas calçadas
ou da mão que ainda
bate morta
mas não toca àquela
porta
por ter medo da
batota.
Se mulher entre os
homens, quase vírus,
se homem entre
fêmeas, mutilada
se menina entre
adultos, quase bicho
se adulta entre
crianças, acossada.
Por isso me lançam
à sarjeta,
me atiram às
urtigas e eu me coço,
recordando a doçura
de hortelã
que sarava quando
ardia este meu corpo.
Regina Guimarães,
“Lady Boom – as rainhas”, p. 3, ed. Hélastre, Porto, 2009.
REPÚBLICA
Despido o orgulho
obscuro
da noite boa
conselheira,
algo paira mais
leve:
uma aura sem
disfarce de aurora,
uma ruga de sorriso
longe da boca,
uma mão plantada
onde fora árvore
e um cheiro de
lençol no mastro da bandeira.
Se aceito sem
escolha de arma,
este duelo, este
dueto de rajadas,
onde sou testemunha
e adversária,
é por natura me ter
avariado
até me tornar
inelutável,
lutadora,
vária.
Regina Guimarães,
“Cantigas de Amigo”, p. 18, ed. Hélastre, Porto, 2009.
...
REQUIEM
PARA GODOT
Hoje
é de morte o poema.
Não
direi já do desejo azul lírico de fuga
pois
todas as mãos erguidas se baixaram e
[depuseram as armas.
Quem
um dia disse que tudo vale a pena
errou
tão grandemente como o que disser
[que nada vale a pena.
A
verdade é que não vale a pena.
Dizer
tudo ou dizer nada é um excessivo e
[inútil esforço.
Hoje
o poema é de morte, de abandono e nem
[sequer já de mãos crispadas.
E
não direi do choro, já não direi do choro,
mas do sorriso branco da desesperança.
Não
há mais cais, nem barcos, nem gares
[donde se sonhem idas, porque é inútil ir.
Sei,
sei hoje muitas coisas porque é de morte
[o poema
sei
que o suicídio é um acto enorme de iló-
[gica
esperança
como
a fuga ou o ódio ou o amor
sei
que o suicídio é um logro e que a verdade
está na rendição ou na quotidiana morte
que me faço.
Não
direi hoje das portas que me trancam
ou dos braços que me sufocam e por estra-
nho que pareça as paredes são-me gratas
e irmãs.
Só
elas, as paredes brancas, conhecem o ver-
dadeiro desespero porque são irremedià-
velmente brancas e quietas.
O
que dói é saber que seria igualmente
[amargo o oitavo continente.
Maria
do Céu Guerra, “São Mortas as Flores”, pp. 11-12, ed.
Best-Sellers (Or. Jorge Daun) – extra volume B, Lisboa, 1963.
SE...
SE...
Se
não tivesse dado o facto meramente
acidental de ter nascido
o que eu tinha perdido...
Não
teria hoje o amor que não tenho
não
poderia ver aniquilados os que ganharam
a vida a jurar mentiras em papel selado
nem
a ponte sobre o Tejo me poderia ser uma
[realidade.
Oh,
o que eu tinha perdido...
Era-me
vedado por exemplo o ver cumpridas
as leis do Evangelho – amor, caridade,
confiança
não
veria a felicidade que vejo em cada olhar
nem
a grande lição da salvação das vidas
nem
o pequeno acrobata inventado diària-
[mente delirantes momices
talvez
nem o pequeno acrobata verde e ver-
[melho existisse
porque
fui eu que o inventei para que saltasse
dores em verde e encarnado e esquecesse o
amor-pão em cambalhotas.
Não
teria podido ver, o que era pena, a
enorme
vitória do Bem sobre o Mal, do
Génio
sobre o Dinheiro, do Espírito sobre
a
Matéria, do Homem sobre a Máquina.
O
que eu tinha perdido...
Perdia
a lei grandiosa, repetida dia a dia
[pela
imprensa, proibindo a mentira
e a
eficiente campanha contra a analfabeti-
[zação
perdia
o espectáculo grato e edificante das
mãos, das mãos de todos, a estenderem-se
abertas em dádiva constante.
No
fim de tudo isto eu quase creio
que
o facto de ter nascido
nem
sequer foi meramente acidental.
Maria
do Céu Guerra, “São Mortas as Flores”, pp. 9-10, ed.
Best-Sellers (Or. Jorge Daun) – extra volume B, Lisboa, 1963.
...
ROMANCE DE DIONISOS DURIENSE
Dionisos do Douro!
Pêlos no púbis como um homem,
Calos nas mãos ossudas!
E bêbado de mosto e de alegria
À luz da negra noite e do claro dia!
MIGUEL TORGA
Do Marão a Montemuro
Voa uma águia de vinho.
Agosto já está maduro
E a uva rasga caminho.
Serra de cimo insubmisso,
Altos que ninguém agarra,
Verdejante os verga o tirso
Do deus de pénis e parra.
Com bucólica de cabras,
Lá nas ribas mais acima,
Em geios que Baco cava
Verdor de sol é vindima.
Enfrascados nas videiras
Correm cantos sem cabrestos;
Submissos às garrafeiras
Caem os cachos nos cestos.
A noite esfolha cantigas
E na cheia do bailar
Peludas pernas antigas
Sangram o bago no lagar.
Lume em chão de rosmaninho
Vareja a chula rabela;
Dança que se funda em vinho
Enleia o ar que a rodeia:
Onde o deus erue o seu corno
Broncos corpos ganham asas,
Roda que roda e em torno
Dos corpos giram as casas.
Rio Douro borrachão!
Nas tuas águas tem brio:
A vinha está com pulgão
E vai lavar-se no rio.
De Baco a flauta e o tambor
Rompam que a praga não vinga!
Setembro vindimador
Não há-de negar a pinga.
Meninas de virgos quedos
Venha vinho até tombar!
Se tombardes nos vinhedos
De Baco haveis de emprenhar.
O sol que espincha das uvas
Beba a velha até cair!
O vinho em carnes miúdas
Rosas rubras faz florir.
Ó justiça da parreira
Que se cumpre nas adegas!
No comum da bebedeira
Rico e pobre são colegas
Dívidas, dores, enxaquecas,
Escravos do mundo credor!
Despejem-me essas canecas
Que o vinho é bom pagador.
Culpas de bocas atadas!,
Esvaziem-me essa malga:
No vinho está perdoada
Pena que a alma nos salga.
Soldado que vais para a guerra,
No vinho o furor atarda:
O deus que dá a taberna,
À ira tira a espingarda.
Corra o beijo na orgia!
Àquele que o agarrar
A morte perdoa o dia
Em que o devia levar.
Liberal o deus bacante
Dá no vinho o que é preciso:
O amor que inspira o instante
De apurar o paraíso.
Dionisos duriense
Vinhateiro das escarpas!
Não há ferida que não pense
O bago que à pedra sacas.
O vinho é sangue de Cristo,
Dixem vozes, mas no agro
Onde a uva rasga o xisto,
Vinho é o sémen de Baco.
Natália Correia, “O Armistício”, pp.49-51, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1985.
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